Teatro Santa Isabel - 167 anos

Perfil do Regente

Maestro MARLOS NOBRE

Maestro MARLOS NOBRE

Marlos Nobre

Nasceu no Recife. Em 1960 ganhou o primeiro prêmio do concurso Música e Músicos do Brasil, no Rio de Janeiro, com o seu Trio para piano, violino e cello, que o lançou nacionalmente. Na ocasião, a crítica musical do Rio de Janeiro saudou o jovem compositor de apenas 21 anos como"uma estrela de intensa luminosidade a quem parece ter Villa-Lobos entregue o cetro da criação musical brasileira".

Em 1963/1964, bolsista da Fundação Rockefeller, estuda com Ginastera, Messiaen, Dallapiccola e Malipiero no Claem/Di Tella, em Buenos Aires. Escreve então Variações rítmicas, Divertimento e Ukrinmakrinkrin, vencedoras na Tribuna Internacional de Compositores, da Unesco, em Paris, em 1966, 1968 e 1970, as quais o projetam internacionalmente.

Recebe o Prêmio Unesco pela composição In memoriam para orquestra e, em 1972, assina contratos com a Phillips Phonogram e com a EMI Angel para o lançamento de gravações de suas obras. Em 1977 a Deutsche Grammophon lança o disco Marlos Nobre piano works, com o pianista Roberto Szidon. Em 1994 a Lemán Suíça lança CD duplo com suas obras orquestrais, vocais e camerísticas, destacado pela Fanfare (EUA), Le monde de la musique (França) e Times (Inglaterra).

Recebeu 25 primeiros prêmios nacionais e internacionais, incluindo o cobiçado Tomás Luís de Victoria, na Espanha, em 2004. Na ocasião é lançado em Madrid o livro de Tomás Marco sobre sua obra, estilos e técnicas, no qual o autor afirma ser Nobre o mais importante compositor de todo continente ibero-americano. Officier des Arts et des Lettres da França, Doutor Honoris Causa da Universidade de Pernambuco, Professor Visitante das universidades de Yale e Indiana e da Julliard School, nos Estados Unidos.

Seu catálogo atual abrange 240 obras em praticamente todos os gêneros musicais, sendo editadas pela Max Eschig, Henry Lemoine, Boosey& Hawkes, e atualmente Marlos Nobre Edition, gravadas em cerca de 150 CDs editados
no Brasil e no exterior. Regente Titular da Orquestra Sinfônica Nacional, Rio de Janeiro (1971–1979); Regente Convidado da Orchestre de la Suisse Romande (Suíça), Royal Philharmonic Orchestra (Londres), Orquestra ORTF (França), Orquestra da Ópera de Nice (França), Orquestra do Teatro Colón de Buenos Aires, National Symphony of Washington, Orquesta Sinfónica Simón Bolívar (Venezuela), Orquestra Nacional de Cuba, e praticamente todas as orquestras da América Latina (Uruguai, México, Peru, Guatemala, El Salvador).

Foi nomeado em julho de 2013 como Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Recife. Em 5 de novembro de 2013 foi condecorado com a Medalha do Mérito Cultural do Brasil no grau de Comendador.

Em 2014 os seus 75 anos são comemorados em todo o mundo, com apresentações de suas obras na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil. Foi capa da mais importante revista de música europeia e brasileira, a gramophone — Concerto de abril de 2014. Suas obras mais recentes escritas em 2014 e começo de 2015 são: FURIOSO, para duas
orquestras de cordas, opus 122, escrita no Recife e encomendada pela Funarte, MinC, especialmente para estreia mundial na Bienal de Música Contemporânea 2015, no Rio de Janeiro; ILUMINATA, para violoncelo e piano, opus 123, encomendada como peça de confronto para todos os concorrentes do Concurso Internacional de Violoncelo
"Carlos Prieto", México 2015; CONCERTO Nº 2 para orquestra, opus 124, encomenda da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, com estreia mundial em outubro de 2015 na temporada oficial da referida orquestra.

Sua recente SONATA para violão, opus 115, será estreada mundialmente no concerto inaugural do Festival Internacional de Guitarra de Koblenz, Alemanha, pelo grande violonista Alvaro Pierri, em abril de 2015. Tomou posse em 2 de junho, 2015, no Rio de Janeiro, como membro da Academia Brasileira de Arte, sucedendo a Francisco Mignone.